Transparente no tumulto urbano

Às vezes, em meio à multidão meu coração para pra respirar; fico paralisada olhando para o nada; sentindo o que tem dentro.
E o que arde no meu peito é sempre a busca da verdade, da minha essência na alma que quando me conecto me sinto plena e acalma.
O sopro do vento, porém, me remeteu às memórias da tua voz sussurrada me acordando de manhã. 
O abraço de céu que me envolveu aquela tarde, quase chuvosa, iluminou o meu caminho e meu ser se sentiu simplesmente em paz em busca de você, amor.
Aquela imagem de abraço céu no meu olhar, enquanto em meio a multidão estava parada sentindo infinitas emoções distintas, ao desejar que tudo continuasse como está, e que sempre fosse uma grande descoberta e dádiva do Divino o dia de amanhã, porque sim, Ele sempre nos surpreende quando estamos entregues a vida, ao sublime amor, a total suficiência do amor e plenitude que vê-se nas coisas mais simples. 
Assim como tive esse feixe de reflexão momentânea.
Parei, respirei e olhei para o céu naquela tarde nebulosa de nuvens carregadas e cinzentas, com um leve iluminar do raio de sol.
Me identifiquei naquele instante. 
O deleitoso raio de sol que sublimemente apareceu em meio à multidão.

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