Cada ser é um universo

Primeiramente...
O que estou sentindo? Se essa for uma pergunta sincera, eu só sei que não sinto nada e sinto tudo querendo não sentir.
Meus sentimentos não fazem sentido nenhum, e quanto mais eu tento descrever eles, mais confusa eu me sinto.
É mais ou menos assim: tenho um jardim em mim que não foi ainda descoberto, ele ta ali para ser visto e avaliado para ver se vale alguma coisa, como um terreno baldio, uma floresta selvagem a ser explorada.
E quem se aventura em algo assim?
Sem jeito estou começando a encará-lo de frente, sozinha com bravura.
Tem que ter coragem... só os fortes conseguem aos poucos ir podando o que não faz bem e ir tornando seu jardim secreto em um lugar majestoso em que se possa conviver harmoniosamente com todos os seres, de todas as formas, feliz por estar em singela harmonia.
Quem compreender pode perceber que ainda tenho muitas coisas para refletir e pontuar.
Mas nesse momento senti uma necessidade tremenda de escrever o que eu to sentindo, porque é algo tão novo para mim, quanto fazer uma trilha em um local nunca explorado antes.
Sou envergonhada. Acanhada.
Queria que isso fosse música, mas não deixa de ser arte.
Sinto dizer que estou apaixonada por alguém que não posso ter.
E hoje experimentei de uma dor tremenda no peito que relacionei com a crise da realidade que fora encarada.
Opa, meu bem.
Esse, é o primeiro passo da vida. Se dar na real da vida.
As vezes é bom estar nos sonhos e sentir como se pudéssemos fazer qualquer coisa, mas não é bem assim.
Amor. O que é para você? Porque para mim é tudo.
E isso é o pior. O tudo as vezes é vazio, incerto, se torna nada na imensidão.
O que é certo é que podemos transbordar em nós mesmos e confiar que nosso jardim vai florescer um dia conosco e que poderemos abrir caminho para que outros o admirem.
Será que preciso prepará-lo bem? Ou posso me jogar e ver no que dá de uma vez por todas...
Seguir meu coração é o que sinto que preciso fazer. Nada de pressa.
Botar os pés no chão.
Encarar os animais selvagens, as ervas daninhas, todas as complicações que se tem quando se inicia um trabalho em um jardim.
Que, no caso, seria comparado a como me sinto em relação a minha própria vida.
Em como vou transformar meu jardim abandonado, e quase não explorado em uma imensidão de flores, cores, aromas, diversidades e relações entre tudo.
Vou cultivar e dar o meu melhor em todas as ações e assim um dia o que tiver que florescer irá, e enfeitará mais meu jardim.
Tenho que ver a conexão que há em tudo e transformar em algo único só meu.
Trilhar e construir o caminho do meu próprio jeito.
A reconstrução da minha personalidade, depois de me ver submersa em uma tristeza profunda em que quase me sufocara e me levara para a imensidão das trevas.
Das dores, das crises, do descontentamento nas coisas mais simples, a falta de afeto e demonstração de amor incondicional.
Me vi completamente perdida em um mundo de consumismo, egocentrismo, ganância que simplesmente me deixara oca por dentro e com aparência socialmente aprovável.
Mas cada vez me depreciei mais e mais pra me sentir parte de alguma coisa, até não aguentar mais de ficar em constante falsidade em relação aos demais e comigo mesma.
Me vi repleta da depressão que me consumira.
Agora sinto-me despida.
A vida nos transforma e nos reconstruímos a cada momento.
Isso é o que torna a vida especial, a capacidade que temos de perceber o quanto melhor podemos deixar o nosso jardim com base nas experiências, vivências, sensações que temos.
Meu jardim está despedaçado.
Minha escrita está confusa de verdades.
Pedra por pedra para construir a escada que se tornará o mirante do santuário de diversidades que irei cultivar e construir a cada passo dado, com certeza e amor.

SEJA FLOR, SEJA AMOR.

Teamô!!!

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